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Scania e Mercedes-Benz vão diminuir produção por falta de semicondutores

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Previsão da Mercedes-benz é que o problema seja resolvido até o ano que vem; Volkswagen, Volvo, Iveco e DAF manterão produção

A Mercedes-Benz anunciou nesta semana que concederá férias coletivas para seus funcionários de 14 a 25 de março. A medida será tomada pela falta de abastecimento de insumos para produção de caminhões. Dessa forma, irão ajustar a programação da sua fábrica, em São Bernardo do Campo, deixando mais de 600 funcionários em casa por 12 dias.

Em nota, a montadora explica que irá buscar alternativas com seus fornecedores e o Grupo Daimler, dono da marca. Também afirma que estão avaliando a possibilidade de novas férias coletivas no final do mês. O problema de abastecimento é recorrente e não há precedentes para vencer este desafio, segundo a empresa.

O problema não é exclusividade da Mercedes-Benz. Sendo assim, a Scania informou através de comunicado que fechou acordo com o sindicato. Dessa maneira, antecipará a ponte do feriado de 16 de junho para este mês, além de ter paralisado as produções no feriado de carnaval. A empresa confirma que a paralisação se deu por conta da crise de semicondutores. Contudo, reitera que está trabalhando para a rápida resolução do problema, que deve ser sanado à curto prazo.

Volta a produção normal em 2023

A expectativa das montadoras é de que a situação caótica se normalize, no mais tardar, até o início do ano que vem. De acordo com o presidente da ANFAVEA (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Carlos Moraes, este ano ainda será de restrições no fornecimento de componentes. Contudo, em um nível inferior a 2021. Ainda segundo ele, o crescimento será gradativo a partir do segundo semestre.

As montadoras Volkswagen, Volvo, Iveco e DAF, informaram que não precisarão parar as produções nos próximos dias. Entretanto, à médio e longo prazo, não há uma certeza.

Segundo o coordenador de cursos automotivos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Antônio Jorge Martins, as montadoras não conseguem ter uma visão ampla da sua produção durante o ano todo. Dessa forma, não conseguem prever quando poderão sofrer com a falta de insumos. Porém, ainda segundo Martins, existe um movimento de aproximação das montadoras e seus fornecedores, afim de diminuir esses prejuízos para o futuro.

Fonte: Estadão, 01 de março de 2022

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