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Por que o preço do combustível muda em cada estado brasileiro?

Tempo de Leitura: 3 minutos

Você já deve ter se perguntado: como posso reduzir os gastos da frota?

Sabemos que um dos maiores gastos de uma transportadora ou frota é o combustível. Uma das maneiras mais eficazes de evitar desperdícios é definir previamente os postos que serão utilizados para abastecer ao longo da rota. Para isso, é muito importante entender os tributos cobrados em cada estado, o quanto interfere no preço final, e com isso, dentro da sua gestão, definir os estados que irá evitar abastecer ou abastecer somente o necessário.

Mas, por que o preço do combustível muda tanto de um estado para o outro?

Primeiro precisamos entender o que compõe o preço de venda do diesel: os tributos federais, estaduais e municipais cobrados, importadores, distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis, também influenciam diretamente no preço de venda.

Os tributos cobrados são:

– ICMS: (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação). O ICMS é um tributo que está em praticamente tudo que envolve mercadoria ou serviço. E a incidência dele por estado varia de 12 a 25%.

– PMPF: (Preço médio ponderado a consumidor final) utilizado como parâmetro para a cobrança do ICMS, e é retido no ato da venda para os postos de combustíveis.

– FCV: (Fator de Correção do Volume) utilizado para a composição do cálculo do ICMS.

– PIS/PASEP: (Contribuição Social para o Programa de Integração Social / Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público). Contribuição existe com o objetivo de dar amparo ao trabalhador, financiar o pagamento do seguro-desemprego, abono e participação na receita das organizações.

– COFINS: (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) calculado a partir da receita bruta das empresas e o que é arrecadado com o tributo é destinado a investimentos com saúde pública, previdência social e demais programas nacionais de assistência social. Empresas optantes pelo Simples Nacional não precisam recolher o tributo.

– CIDE: (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). A cobrança acontece de forma igual, independente do estado, R$50,00 por metro cúbico (1m³ = 1.000 litros).

Fonte: Fecombustíveis (Federação Nacional do Comercio de Combustíveis e de Lubrificantes)

Estados com MAIORES tributos sobre o combustível em R$/Litro:

AP1,526S-10
AC1,290S-10
AL1,224S-10
RN1,215S-10
BA1,188S-10
MA1,188S-10

Estados com MENORES tributos sobre o combustível em R$/Litro:

PR0,824S-10
SC0,838S-10
MS0,843S-10
RS0,874S-10
ES0,878S-10
RJ0,891S-10

O preço praticado nos postos é livre e cada revendedor calcula de acordo com os gastos que possuem com a estrutura, funcionários e com a margem de lucro desejada ao seu negócio. Desde 2002 não existe mais o monopólio da Petrobrás no Brasil, as importações foram permitidas e os preços são livres, definidos pelo próprio mercado, sem tabelamento por parte do governo, por isso acompanham a oscilação no mercado internacional.

Os custos obtidos da extração do petróleo não definem o preço do combustível nas refinarias, pois se trata de um mercado de commodities, que acompanha a variação internacional. Isso acontece em qualquer país onde a economia é aberta, que se pode haver importações e exportações, que haja a livre concorrência.

Resumindo, o tributo cobrado em cada estado tem grande peso na formação do preço, entre outros fatores. Tenha em mente essas informações na hora de avaliar os postos de abastecimentos.

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