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Frete sobe 1,96%, mas não acompanha alta do Diesel

Tempo de Leitura: 2 minutos

Valor do frete tem reajuste mínimo, enquanto diesel sobe mais de 41% em todo o Brasil

O preço do frete no Brasil subiu 1,96% nos primeiros meses de 2022. Do mesmo modo, o preço do diesel para o consumidor registrou aumento de 41,48%. Dessa forma, a vida dos caminhoneiros ficou cada vez mais complicada, sendo praticamente impossível manter um equilíbrio nas contas. Os dados são da Fretebras. A empresa realizou o levantamento entre mias de 650 mil caminhoneiros e 17 mil empresas assinantes. Além disso, mais de 8 milhões de fretes foram analisados em aproximadamente 95% do território brasileiro.

O preço do serviço prestado não vem acompanhando a disparada do valor do combustível. Para efeitos de comparação, de janeiro a fevereiro o frete subiu 0,23%. Por outro lado, o diesel teve reajuste de 1,69%. Ambos os dados são relacionados ao mesmo período do ano passado.

Fretes do sul e sudeste mais valorizados

Também segundo dados da Fretebras, o preço do médio do frete por quilômetro por eixo aqui no Brasil é R$ 1,01. Já o preço médio do diesel atinge R$ 5,59.

Contudo, existe diferença de uma região para a outra. Quem faz fretes nas regiões Sul e Sudeste tem uma vantagem. Nessas regiões o preço por quilômetro do frete sai por R$ 1,02. Enquanto isso, no Nordeste e Centro-Oeste, os valores são os menores, R$ 0,99 e R$ 0,97, respectivamente.

Agronegócio: a melhor alternativa no frete

O setor do agronegócio é o que melhor remunera os prestadores de serviço de frete. O levantamento da Fretebras também mostra isso. Assim, o preço médio pro quilômetro chega a R$ 1,03 no setor.

Em seguida, aparecem os fretes para produtos industrializados, na casa de R$ 1,00. Por fim, vem os insumos para construção, com R$ 0,98 por quilômetro.

Os três setores registraram aumentos na comparação com o ano de 2021. Destaque para o setor de produtos industrializados, com alta maior que 2%.

A plataforma Fretebras ainda oferece suporte para os caminhoneiros na hora de economizar. Um programa de subsídios que favorece o motorista quando abastece em postos parceiros. Assim, os caminhoneiros recebem uma devolução de 10% do valor do combustível. A ideia é devolver aproximadamente R$ 7 milhões aos beneficiários do programa.

Outras dicas importantes, seja para participantes da plataforma ou não, sempre são bem vindas. Fazer uma gestão eficiente, calcular os gastos totais e cobrar um valor de frete mais justo estão entre as práticas recomendadas. Gastos como manutenções, salários de motoristas, custos fixos, seguros, devem constar na elaboração do valor do frete. Assim, os prejuízos com a discrepância de preços podem ser minimizados.

Fonte: Estadão, 11 de abril de 2022

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