Frete.com se torna um gigante brasileiro com a união da Fretebras e CargoX

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A startup de digitalização de caminhoneiros CargoX e a plataforma de negociação de transporte de cargas FreteBras, duas gigantes do mercado de logística brasileiro, se uniram criando assim o mais novo unicórnio (startup com valor de mercado superior US$ 1 bilhão) . A nova bilionária recebe o nome de Frete.com.

Os novos investidores da Frete.com são o SoftBank, liderado pelo conglomerado japonês de telecomunicações e a gigante chinesa de tecnologia Tencent. Houve a participação de bancos como BID Invest, BTG Pactual e de fundos como LightRock e Valor Capital Group. O projeto atraiu investidores pessoa física também, como Jeb Bush (ex-governador da Flórida e irmão do ex-presidente americano Goerge W. Bush) e os empreendedores americanos do setor financeiro Henry Kravis e Reid Hoffman, o ultimo cofundador da rede social LinkedIn e conselheiro da Reinvent Capital.

A startup de digitalização de caminhoneiros CargoX teve um crescimento muito significativo desde a sua fundação em 2013, pelo empreendedor argentino Federico Vega. A Fretebras, fundada em 2008, no estado do Goiás, possui grandes investidores em comum com a CargoX.

O Frete.com é o primeiro unicórnio de cargas pesadas transportadas por caminhões no Brasil. No mercado de logística existem outras, porém com entrega de mercadorias menores como a conhecida IFood e a Loggi.

“O Brasil é o terceiro maior mercado de transportes do mundo. Sempre acreditei que seria possível criar uma empresa de 100 bilhões de dólares, e é por isso que estou aqui”, diz o argentino Frederico Vega, fundador da Cargo X e CEO do Frete.com.

A partir de 2019 a CargoX focou na digitalização das transportadoras e motoristas e por muitas vezes foi chamada de Uber dos caminhões. A solução surgiu com a ideia de conectar motoristas às cargas e, seguindo a mesma linha do Uber, com um sistema de avaliação de caminhoneiros e transportadoras. A CargoX defende que pode gerar uma economia entre 25 e 50% aos transportadores. Com essa nova organização, no domínio da Frete.com, a logística fica na unidade da Fretebras. Mais de 15 mil empresas anunciam cargas na plataforma digital da startup, que tem 80 mil usuários.

O Grupo Frete.com se monetiza da mensalidade que cobra das transportadoras para anúncio de fretes e também de taxas pela intermediação de pagamentos, além da concessão de capital de giro, realizada através da Frete Pago. Atualmente são 80 mil usuários que anunciam cargas por mês, o que representa em torno de 615 mil caminhões. O número representa menos da metade dos caminhões brasileiros em atividade. Mas segundo Vega, a expectativa é que pode chegar até uns 70% a 80% dos caminhões em longo prazo.

Para o novo Grupo, as tecnologias no segmento de logística vão além do uso de plataformas digitais que conectam motoristas autônomos, transportadoras e empresas. Elas estão ligadas com veículos elétricos, setor que irá se desenvolver conforme houver mais investimentos em infraestrutura, já que a tecnologia desses veículos já é uma realidade. “Na medida em que conseguirmos desenvolver postos de recarga, teremos caminhões elétricos. Esse tipo de mudança deve levar ainda cerca de dez anos para começar a ocorrer”, afirma Vega.

Assumindo uma posição de monopólio nessa área de intermediação de fretes, a empresa está se preparando para evoluir em outros segmentos dentro da logística. O maior projeto é o Frete Pago, que tem como finalidade financiar tanto transportadoras, que demoram a receber dos embarcadores, quanto com a garantia de pagamento aos motoristas autônomos.

O crescimento da empresa vem sendo muito significativo, em 2019, a empresa saiu de 140 para 1.300 funcionários e, até o fim de 2022, o número deve chegar a 3.500.

O objetivo da empresa não se limita apenas ao Brasil e em breve pretende iniciar operação na América do Sul, em países como Argentina e Paraguai. “Muitos caminhoneiros já fazem entregas nesses países e voltam sem nenhum tipo de carga, esses caminhoneiros rodam vazios de 40% a 60% do tempo e isso é um custo enorme”, diz Vega.

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