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Caminhoneiros pressionam após nova alta do diesel

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Líder dos Caminhoneiros afirma que medidas “ineficazes” tem sido tomadas apenas por interesses eleitorais; ABRAVA não descarta paralisação

A classe dos caminhoneiros mostra, novamente, descontentamento com o aumento dos combustíveis. Os aumentos anunciados pela Petrobras na última sexta-feira não caíram bem para os motoristas de caminhão. Assim, a alta cúpula dos caminhoneiros se revoltou e promete cada vez mais pressão contra as lideranças do governo.

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“O País vai parar naturalmente, por não ter mais condições de rodar”, disse o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (ABRAVA), Wallace Landim, o “Chorão”. Contudo, as ameaças de paralisação não são novidade. Meses atrás, houve bastante pressão por conta de reajustes na tabela do frete. Na época, os caminhoneiros tiveram sucesso.

Em um vídeo de abastecimento, Landim, ao lado da bomba de combustível, se revolta com a situação. Na bomba, o preço de R$ 8,70 para o litro de diesel. “Estou aqui em São Paulo, 300 litros de diesel, R$ 2.610, R$ 8,70 o litro do diesel. Categoria, vamos acordar. Precisamos, sim, se unir, todos os Estados”, cita Landim.

Caminhoneiros x Governo

Líder dos caminhoneiros, Landim ainda afirma que o governo tem adotados medidas completamente ineficazes. Além disso, cita que as ações dos executivos são completamente “norteadas por interesses eleitorais”. Ainda assim, de acordo com Landim, o governo federal havia prometido acabar com a PPI (política de paridade de preços internacionais), o que não foi cumprido. “Vamos acordar, se unificar e ir para cima da Petrobras”, completou.

Por outro lado, a União receberá por esses dias uma parcela de R$ 8,8 bilhões da petroleira. Isto é, o valor é parte dos dividendos da empresa para o governo federal, maior acionista da Petrobras. Do mesmo modo, até julho serão pagos R$ 32 bilhões para a União.

Por fim, a ABRAVA culpa o governo federal e ministros. A associação cita que o ministro da Economia, Paulo Guedes, “é o grande culpado deste caos” e trata a atual situação como “ponto crítico”. Entretanto, o ministro não comentou as declarações.

Fonte: André Borges, UOL Economia, 21 de junho de 2022

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