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Alta nas taxas de juros faz financiamento de ônibus e caminhões ficar mais caro

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Aumento da Taxa Selic faz o CDC, modo mais comum de financiar caminhões, ficar mais caro; procura pelo Finame deve aumentar bastante

O financiamento para caminhões e ônibus está mais alto neste ano. Isso porque em janeiro o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic de 9,25% para 10,25%, valor recorde para os últimos quatro anos. É a primeira vez no período que esta taxa, utilizada para corrigir o custo de empréstimos bancários, ultrapassa os dois dígitos. Dessa forma, houve um reajuste para cima no valor dos financiamentos, o que também atingiu os caminhões e ônibus.

No Brasil, ocorrem reajustes nas taxas de juros para diminuir a inflação, afim de diminuir também as vendas e, consequentemente, o consumo dos produtos com os preços mais altos. Assim, diminuindo o consumo, as vendas caem e o preço deve ser mantido. Outro ponto importante é que as altas taxas de juros chamam atenção dos investidores do exterior, favorecendo a entrada de dólares estrangeiros no país e estimulando a exportação dos produtos nacionais.

Assim, deve-se analisar todas as opções e fazer as contas para escolher a melhor maneira de utilizar os créditos no momento. Segundo especialistas o momento no mercado de transportes é de ter cautela e baratear os custos.

Atualmente as linhas de crédito mais utilizadas para financiamento de veículos de grande porte são o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e o Finame. A primeira é a preferida entre todas as empresas, sejam pequenas, médias ou grandes. Segundo dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das montadoras (Anef), 45% dos créditos são do tipo CDC, 25% pelo Finame, 25% por pagamentos à vista e o restante por consórcio.

Entretanto, o CDC deve despencar posições neste ranking. De acordo com o presidente da ANEF, Paulo Noman, cada empresa deve avaliar o que será melhor para seus negócios e completa: “O Finame deve voltar a representar 60% dos financiamentos”. Ainda segundo Noman, as grandes empresas de frotas devem puxar essa alta.

De qualquer forma, hoje tanto CDC quanto Finame tem suas taxas muito próximas. Porém, vale lembrar que o Finame não tem a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o que reduz o Custo Efetivo Total (CET).

Além disso, o Finame permite selecionar opções entre taxas pré-fixadas ou pós-fixadas, parcelas sem entrada e carência de seis meses para o primeiro pagamento. Também oferece até 60 pagamentos e financiamento de 100% do valor sem juros no primeiro ano. Já o CDC oferece antecipação de parcelas e diversas promoções que beneficiam os tomadores de empréstimo.

Porém, o que pesa em vantagem para o CDC é que pelo Finame é necessário comprovar estar em dia com os impostos da união, o que impossibilita algumas pequenas e médias empresa de conseguir o financiamento, tendo que optar a pelo CDC.

Fonte: Estadão, 21 de fevereiro de 2022

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